Grande público prestigia abertura da Tecnoleite Complem

Grande público prestigia abertura da Tecnoleite Complem

A abertura da 7ª edição da Tecnoleite Complem foi um sucesso. Mais de trezentas pessoas participaram da solenidade que contou com a presença produtores rurais, autoridades políticas, empresariais, profissionais da agropecuária e do agronegócio.  O presidente da  Complem, Joaquim Guilherme de Sousa, abriu o evento agradecendo todos que contribuíram para que mais este evento fosse realizado, e anunciou que a partir do próximo ano a feira vai se chamar  AgroTecnoleite e terá um foco mais ampliado, que vai abranger várias vertentes do agronegócio.

Porém, antes de anunciar a novidade, Joaquim Guilherme disse que há seis anos a Complem enxergou a necessidade de apresentar novas tecnologias para o produtor de leite goiano e foi para isso que a Tecnoleite Complem foi criada. Naquele momento, Goiás que já tinha sido o segundo Estado maior produtor de leite do País, tinha caído para o quarto lugar e a atividade leiteira  presente nos 246 municípios goianos, não crescia. O desejo era aproximar e concentrar tecnologias em um só lugar com a finalidade de auxiliar a produtor a produzir mais e de forma otimizada.  Hoje, a Tecnoleite Complem é um negócio consolidado que se tornou a segunda maior feira tecnológica do Estado e a maior do segmento leiteiro.

O gerente Técnico e Econômico da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (FAEG), Edson Alves Novaes, disse que a Faeg  participa e acompanha a Tecnoleite Complem desde a primeira edição e que essa parceria tem rendido bons frutos durante todo o ano. O Senar-GO, braço educativo da Faeg, além de estar presente na feira com palestras e workshops, ministra cursos no Centro Tecnológico da Complem para capacitar e qualificar os produtores rurais.

O diretor-superintendente do Sebrae-GO, Igor Montenegro, iniciou a fala celebrando o leite como  item essencial para o ser humano de para o avanço da sociedade. Segundo ele as pecuária de corte e de leite estão intrinsecamente ligadas a formação do Estado de Goiás, pois foram esses colonizadores que vieram para se estabelecer e construir.  Ele afirmou que o leite faz parte do DNA dos goianos e de sermos reconhecidos como somos.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Pedro Alves, disse que o País está passando por um momento difícil e que a população que produz precisa se unir. “O Brasil é melhor País do mundo em riquezas naturais, os problemas e dificuldades existem, mas é preciso ser otimista. O mundo precisa do Brasil para produzir alimentos”, resumiu.

O prefeito de Morrinhos, Rogério Troncoso, reconheceu a importância da pecuária leiteira para a economia do município, que possui 2.800 propriedades produtoras. Ele disse que a preocupação com a crise existe, mas que Morrinhos está conseguindo se sobressair e no mês de abril foi a terceira cidade que mais gerou empregos com carteira assinada no Estado.

Palestras

A primeira palestra da tarde foi proferida pelo zootecnista Gustavo Milanez, que falou sobre avicultura básica e criação de frango caipira. Ele abordou pontos que interferem na produtividade e na renda do produtor e como conseguir uma criação de qualidade e rentável.

A segunda palestra o produtor rural e pesquisador da Embrapa, Abílio Pacheco compartilhou a experiência de quem trabalha há mais de uma década com a integração lavoura/pecuária/ floresta (ILPF). Ele que é morrinhense falou pela primeira vez aos conterrâneos da produção na fazenda Boa Vereda, situada no município de Cachoeira Dourada, e de como ele passou do sistema convencional de produção para o sistema ILPF.

Com a mudança ele conseguiu aumentar a produtividade dos animais, que engordaram mais e ganharam maior bem-estar com a sombra gerada pela floresta de eucalipto. A forrageira ficou mais tempo em condições de consumo dos animais, a temperatura média  diminuiu, a umidade do local aumentou, além de todo ganho ambiental.

Gestão

O zootecnista Christiano Nascif proferiu a palestra “A importância da gestão de custos para atividade leiteira” e finalizou a programação do primeiro dia de feira. Por quase duas horas ele explicou o que é necessário para ter sucesso e lucro, mas destacou que para isso o produtor precisa conhecer a atividade a fundo, calcular todos os custos com precisão para equilibrar as contas. “Se o produtor fizer 66% da porteira para dentro ficará menos vulnerável. Isso significa ter mais animais para transformar em leite, ter volume para transformar em liquidez.

Ele relatou que independente da atividade econômica praticada, do sistema de produção utilizado, ou o perfil da mão de obra, é necessário possuir gestão da qualidade, escala de produção, custos equilibrados e utilização da tecnologias para ser eficiente economicamente na atividade.